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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

sloth spit

Eu meio que aprendo devagar. Meu interesse está sempre girando, eu tenho pouco foco e tenho dificuldades em fazer uma mesma coisa por muito tempo. Me falta disciplina. Eu quero ler tal livro, ver tal série, aprender tal língua, desenvolver tal habilidade e tudo fica pela metade, o que me faz um medíocre em diversas áreas -- digo, literalmente medíocre: o cara que faz "na média".

Por outro lado, eu sou medíocre em muitas coisas, muitos assuntos, muitas matérias. Eu sei um pouco de cada coisa de muita coisa, porque eu sou essa máquina (preguiçosa) de absorver conteúdo -- e eu sei que talvez muitos do nosso tempo o sejam, especialmente quando se trata de mero entretenimento, e talvez justamente por isso eu me sinta ainda como alguém "no topo": porque além do mero entretenimento eu tendo a me esforçar pra absorver assuntos mais pesados, forçar meus limites o pouco que seja, ainda que só pelo pequeno prazo de tempo em que meu interesse permanece focado.

E depois, tem essa de que a cada nova matéria com que eu faço contato me bate sempre esse sentimento de que "ei, eu poderia fazer essa tal coisa", como ensinar uma língua que eu estou aprendendo, ou iniciar um grupo de leituras com os livros de tal autor, ou começar a ensinar o instrumento que eu estou tocando. Porque absorver conteúdo é legal, mas produzir meio que te põe em movimento, meio que te incentiva a aprender mais pra poder ensinar coisas novas -- e meio que é por isso que eu comecei a blogar.

Só que os blogs -- e o blogspot em especial -- é coisa do passado. Mesmo na época de ouro do blogger eu não tinha saco pra aprender os pormenores (e nunca tive), e essa coisa de gerar público orgânico e conteúdo consistente e com uma certa frequência sempre me foi um pé no saco. E nas novas mídias é a mesma coisa: youtube, instagram, facebook ou mesmo tik tok: fazer a vida em cima de uma mídia social significa postar certo conteúdo com certa regularidade e certo público alvo. Mas, como eu disse antes, meu interesse tá sempre girando, o que significa manter constância por no máximo um mês ou dois.

E daí que eu meio que desisti. Ok, eu sempre tive blogs desde a adolescência e escrever sempre foi relativamente fácil pra mim, e por isso mesmo eu passei a escrever bastante no facebook -- e entrar em discussões inúteis e me estressar com política e etc (mas isso é história pra outro post) --, e o que me agrada no facebook e aqui no blogger é que eu posso simplesmente vomitar meu texto sem muita composição e só mais ou menos revisar pra ver se expressei o que eu queria e voilà! nasceu mais um post.

Mas ok que eu já caprichei mais nas ideias aqui e ali -- especialmente aqui no blogger. Até porque em vários posts que se acha aqui eu estava tentando construir algo, manter uma certa consistência de conteúdo, que depois eu acabei abandonando justamente pela minha inconstância que eu venho comentando. E também que no outro blog, o da adolescência (que eu mantenho 'oculto'), eu estava sempre tentando ser verdadeiro e "filosófico" num sentido bem honesto: eu estava tentando abordar as minhas questões da forma como elas me vinham e da forma como eu conseguia as encarar, e torcendo que alguém se identificasse com elas de alguma forma.

E ainda tem a questão de que escrever não me expõe, ou pelo menos me expõe de uma forma que eu ao longo do tempo fui me acostumando e passei a gostar, ou talvez tenha me tornado mais resistente às chateações que poderiam aparecer. Porque se eu escrevia algo e entrava numa discussão -- o que nunca foi raro --, a discussão se dava em torno do assunto do texto, e nesse distanciamento eu sou capaz de lidar, e até de trocar de opinião eventualmente, o que sempre me fez me sentir mais ou menos "produtivo" nessa prática pelo menos. 

Agora, uma vez eu tentei gravar um vídeo no youtube e foi um desastre. Porque falar diante da câmera envolve muitas coisas. Tá certo que eu era adolescente e as câmeras naquela época não eram tão boas, mas mesmo hoje eu tenho dificuldades com fazer poses pra tirar fotos, e prefiro simplesmente aparecer nas fotos dos outros porque não gosto de me sentir "não natural". E é exatamente "não natural" que a gente se sente falando com a câmera pela primeira vez!

Além disso, tem toda uma desenvoltura pra falar, um roteiro que seria bom seguir e eu não consigo simplesmente ligar a câmera e sair falando com ela como eu faço aqui no blogger, em que basta eu me sentir confortável e em pouco mais de meia hora ou uma hora meu texto está pronto. E ainda tem a questão de que a crítica talvez não venha sobre o assunto de que eu trato mas sobre mim como pessoa, ou sobre minha desenvoltura -- e, pode não parecer pra quem não me conhece, porque eu sou um cara super ácido e debochado e falo de assuntos polêmicos e sou bem confiante ao dar minhas opiniões, mas quando se trata de mim mesmo eu tendo a ser bem inseguro e tímido, e geralmente o meu bom humor e deboche são inclusive formas de camuflar essas inseguranças (talvez alguém lembre do Chandler num episódio em que aparece um psicólogo).

Então... ok, eventualmente me ocorrei fazer um podcast, porque é só voz e meio que soa como um programa de rádio, e se eu tiver alguém com quem conversar eu tendo a ser uma pessoa bem legal e com muito assunto, especialmente se eu esquecer que estamos gravando. Dá até pra começar a gravar, gravar por umas boas horas e depois só cortar os trechos mais interessantes (e aleatórios) da conversa. Mas... de novo, a menos que tenha um assunto específico, um público alvo e consistência nas postagens, não é algo que vá criar um público, e também que (assim como aqui no blogger) tem assuntos sobre os quais simplesmente não dá pra falar na internet -- especialmente se o pessoal aqui no Brasil resolver importar essa tal "cultura de cancelamento" que rola nos Estados Unidos, o que é lamentavelmente uma censura afinal. 

"Mas wtf dude?! pra que tu precisa postar alguma coisa afinal?!". Pois é, justamente isso, como eu disse logo acima eu desisti. E fiquei um bom período simplesmente absorvendo. Deletei o facebook (no qual eu perdia uma quantia absurda de tempo) e mesmo nesse blog eu fiquei muito tempo só postando links e materiais só pra mim, que eu achava interessante e não ligava muito se alguém via. E mesmo quando eu me propus ultimamente a alguma coisa, eu me permiti que rolasse no meu tempo -- e eu ainda quero levar meus comentários do curso de teologia do Padre Paulo até o final, mas conforme eu estiver afim.

Só que ao longo do tempo vem essas questões de "propósito da vida" e "deixar um legado" ou "construir algo" que me pegam, e ultimamente eu tenho me perguntado o sentido de eu ler a absorver tais e quais assuntos, e porque esses são mais importantes que aqueles, e me ocorreu que eu afinal preciso sim de um projeto. Quando eu era adolescente eu nutria em mim a idealização de que eu ia ser como um desses gênios que com trinta anos já estão fazendo descobertas científicas, viajando pelo mundo ou revolucionando a ciência ou a filosofia, e ... não, eu sou só mais um cara como outro, com qualidades e defeitos e pode ser que eu faça alguma coisa de valor ou pode ser que não, como muita gente por aí, e talvez já esteja na hora de eu escolher algo e aprender a fazer bem.

Já faz algum tempo que eu venho fazendo exercícios físicos e pulando corda e eu tenho percebido que pelo menos nisso eu tenho mantido alguma disciplina. Eu comecei só pulando corda, e depois eu inventei de fazer alguns alongamentos. Daí eu resolvi mudar minha alimentação pra ajudar no processo, e comecei a fazer abdominais, depois apoios e ... quando eu estava praticando pra conseguir fazer handstands. Quer dizer, esse é o processo: escolher uma coisa e aos poucos deixar que ela vá 'florescendo' e te mudando aos poucos para uma forma nova tal que de repente tu olha pra trás e vê "nossa! olha o caminho que eu percorri!".

E eu entendo que fazer exercícios me mantém saudável, e estando saudável eu vou ter uma vida melhor e daí me vem a questão de "tá, mas pra que uma vida melhor? qual o objetivo? tu ainda vai morrer um dia, então... que diferença faz viver mais dez anos ou vinte ou cinquenta?". E pensando nessas coisas eu tenho me dado conta de que, ok, tem gente que gosta de fazer exercícios e a finalidade da pessoa é simplesmente desenvolver e cultivar o corpo, mas eu não to nessa vibe, eu preciso fazer algo, alguma ideia, algum projeto.

Mas meio que se eu não começar por alguma coisa, eu não vou começar nunca. Eu fico absorvendo, processando e pensando "ok, agora eu preciso pôr algo pra fora" e nunca dá tempo, porque eu ocupo todo o tempo absorvendo, e não dedico tempo nenhum à produção, e vou seguindo no auto-pilot, e de repente olho pra trás e não fiz nada, nem que seja só botar todo esse raciocínio num post do blog.

E ... bom. Agora eu botei. Me sinto como que tendo me exorcizado. Não dá pra ficar esperando fazer. Tem que fazer algo. Ok que eu só escrevi e isso aqui é uma puta zona de conforto. Mas é algo, especialmente porque eu não tenho projeto ou ideia claros agora. Eu tenho mais ou menos uma linha de raciocínio que não é nada fácil e é extremamente ambiciosa e provavelmente vai mudar assim que eu começar. Mas assim como eu adquiri disciplina pra me dedicar nos exercícios físicos, eu preciso aprender a adquirir disciplina pra produzir alguma coisa, seja texto, áudio ou vídeo ou etc.

Enfim...
eras isso. Paztejamos

domingo, 18 de março de 2018

Vários Conteúdos


Links com muitos conteúdos pra download:


- http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/
um site com muitos livros católicos.


http://www.fatheralexander.org/page23.htm
um monte de conteúdo Ortodoxo.

http://www.holytrinitymission.org/books/english/
mais conteúdo Ortodoxo (aparentemente)

--

Séries de Aulas no youtube (entre outros):

https://www.youtube.com/playlist?list=PLn19D_HgzCFxSIg6aW8zxRYifYVUEmaAc
Vídeos do Instituto Mukharajj Brasilan (IMUB) - Escola Aberta

- https://www.youtube.com/watch?v=LNT6AZtcaxc&list=PLmfSFlBRgpnTNQks9z2QcKS_LGI-ttAyr&index=14
Vídeos do canal chamado Socran (que é bem honesto). Parei no Sun Tzu.

https://www.youtube.com/playlist?list=PL22J3VaeABQD_IZs7y60I3lUrrFTzkpat
Vídeos do Jordan Peterson sobre a Bíblia.

https://www.youtube.com/watch?v=ThFTGY_fwGo&list=PLhS5OrpTv6-ZNsoAFn03yXgfQwE8_aEao
Leitura comentada do Tao Te King, pela Lucia Helena Galvão do Nova Acrópole.

https://www.youtube.com/playlist?list=PL43A07E8A4D9A36E7
Curso de História da Grécia Antiga, do professor Donald Kalan.
(a aula 3, que falta, está aqui:
https://minhateca.com.br/tche27/Filosofia/Hist*c3*b3ria+da+Gr*c3*a9cia+Antiga/Hist*c3*b3ria+da+Gr*c3*a9cia+Antiga+3+++com+Donald+Kagan*2c+de+Yale,209710709.mp4(video)
)

--

Texto sobre A Tripla Intuição, do Olavo de Carvalho:
- http://www.olavodecarvalho.org/a-tripla-intuicao/

Paztejamos

segunda-feira, 13 de março de 2017

Curso do Olavo - História da Filosofia

Achei no youtube um curso do Olavo que eu tinha só as transcrições em pdf. Aparentemente as aulas são só o áudio, e estão completas.

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_zb6RT3HgSzEjE_tqyD3m5oSBWq_wZNu

Paztejamos

quinta-feira, 9 de março de 2017

Alguns tópicos de lembranças e realidade

Eu me lembro que, quando eu era pequeno, a única tia que eu não chamava por "tia" era a minha tia mais nova, a tia Simone. Por algum motivo estranho, a todos os tios eu chamava "tio Daniel", "tia Jandira", "tio André"... mas a tia Simone eu tinha o costume de chamar apenas por "Simone". Tanto eu, quanto meu irmão gêmeo e meu primo Rafael a chamávamos assim. Por algum motivo que até hoje eu não sei explicar, a gente achava esquisito chamá-la de tia, e simplesmente "não conseguia pegar o costume".
Com o tempo e a insistência da minha mãe, porém, eu fiz uma força e tentei me adaptar a chamá-la também de tia (até por causa daquela coisa de respeito pelos parentes mais velhos), e eu lembro de, num determinado dia, ter visto meu primo chamá-la apenas de "Simone" e me sentir como que 'aflito', como se meu sentimento de 'estranheza' tivesse se invertido. Agora era a ausência da palavra "tia" que me incomodava.
É esquisito como a gente "assimila" essas coisas que nos causam estranheza num primeiro momento, e de alguma forma, depois de um esforcinho, consegue inverter esse sentimento, fazendo do 'estranho' o 'certo', e do certo o estranho. Eu lembro de pelo menos algumas outras situações em que senti essa estranheza. Certamente que na primeira impressão está uma semente mais 'concreta' (ou 'bruta') de realidade, e se esse esforço posterior (que as vezes se justifica numa explicação, talvez) tem o poder de reverter essa estranheza, é bom ter a cautela de não permitir que ele inverta a realidade.
Eu lembro, por exemplo, da minha impressão sobre a Dilma, antes das bem sucedidas campanhas presidenciais. Ela tinha uma cara de 'burocrata chata', com aqueles oclões de nerd, e era uma espécie de mulher-ogrinho da casa civil - e logo que surgiu a hipótese de ela concorrer à presidência, discutiam que ela era 'firme' e a atribuíam características masculinas em função disso. Depois, porém, da 'formatação' que ela sofreu para concorrer, virou uma 'senhora elegante', com jóias, dentes certos e lentes (nada contra - e esse não é o mérito da questão). Mas, eu lembro que quando começaram a falar dela eu pensei "pff, fala sério, essa aí não tem como ganhar". E essa sensação se reforçava em especial nas falas em público, onde convenhamos que ela não tinha (e nunca teve) a menor condição de se expressar. Já depois do primeiro mandato, o sentimento era completamente outro, como se não parecesse mais a mesma pessoa, ou como se essas coisas não tivessem mais tanta importância - "todo político fala abobrinhas, afinal" e "ela é uma senhora". Daí a sensação de estranheza era ao ver as imagens antigas. Mas a questão é: qual das sensações é a legítima? Nesse caso, certamente a primeira revela mais Verdade. A segunda é uma espécie de 'miragem', de 'histeria' que confunde as nossas impressões. Mas então... quantas "inversões histéricas" dessas a gente não tem acumuladas no raciocínio, sedimentadas talvez umas sobre as outras, nos fazendo dizer o contrário do que vemos, nos fazendo sentir 'estranheza' diante da verdade...?
É uma coisa pra se pensar...
Talvez seja por isso que Jesus tenha dito que "às crianças pertence o Reino dos Céus". Tem coisa mais sincera que uma criança? Pra ela, o que é estranho é estranho! (E "tia Simone" certamente me soava estranho.)

Paztejamos

quarta-feira, 8 de março de 2017

COF - Aula 10


O Olavo mencionou 4 artigos quase em sequência na Aula 10 do COF, e não tendo como lê-los todos de imediato, resolvi guardá-los aqui.

>Uma Lição de Hegel

>A História Segundo Godot

>Um Guru da Educação Brasileira

>Paranóia Sociológica

Paztejamos

[Preciso dar um jeito de arrumar essa bagunça em que esse blog se tornou =/ Se Deus quiser agora, nas férias, eu vou conseguir fazer alguma coisa a respeito]

domingo, 5 de março de 2017

Resumo - Aristóteles em Nova Perspectiva

--I. Os Quatro Discursos

O Olavo explica que Aristóteles deixou um ensino meio que 'embutido' nos seus escritos, que, se não fossem os eventos históricos que se seguiram desde a Antiguidade até o nosso tempo, teriam sido verificados mais facilmente. Segundo o Olavo, Aristóteles divide o discurso humano em Quatro Discursos - a Poética, a Retórica, a Dialética e a Lógica (ou Analítica). Essa divisão aristotélica do discurso teria sido percebida se não fosse a má organização do Órganon, a perda da Poética e a negligência dos filósofos à Retórica. Mas, graças a Deus, o Olavo "captou a mensagem" nas entrelinhas e nos trouxe essa percepção.

Esses quatro discursos estão colocados nessa ordem por representarem uma 'progressão da certeza'.

Poética -> Possibilidade
Retórica -> Verossimilhança
Dialética -> Probabilidade razoável
Analítica -> Certeza Apodíctica

 A Poética traz uma "potência" (aquilo que pode acontecer; algo da imaginação, cuja verdade pode ser ponderada, mas não necessariamente assumida); A Retórica já exige um julgamento do ouvinte, apontando numa certa direção, dizendo "deve ser assim ou assado"; A Dialética cruza as diversas crenças assumidas pela Retórica para ver se são consistentes entre si, a fim de tornar a opinião coesa; A Analítica parte das crenças assumidas da Dialética e as desdobra, analisando suas decorrências lógicas obrigatórias, 'aquilo que não pode não ser, assumidas as premissas'.

[Há uma parte que eu não compreendo bem, provavelmente por não ter lido Aristóteles, que é sobre a percepção também ser divida em quatro etapas: Sentidos, Memória, Imagens e Abstração - mas não ficou claro pra mim se é exatamente essa a divisão da percepção.]

--II. Um Modelo Aristotélico da História Cultural

A partir de sua nova teoria, o Olavo desenvolve um 'princípio', que ele chama de "Princípio da Sucessão dos Discursos Dominantes", que ele enuncia resumidamente como: "cada um dos quatro discursos desfruta de autoridade durante um certo período da história, e a ordem da sucessão dos discursos dominantes acompanha a escala da credibilidade crescente, do poético para o analítico." O que ele chama de "autoridade" é a 'credibilidade imediata que o público concede ao discurso da classe dominante'.

Segue daí uma descrição história do mundo ocidental com base no modelo aristotélico. Pra mim parece relativamente convincente, com a diferença que, na minha visão, eu tenderia a supor que os discursos vêm e vão, e não necessariamente progridem do poético ao analítico (se não, fica a pergunta: o que é que vêm depois do analítico?).

--III. A Presença da Teoria Aristotélica do Discurso na História Ocidental

(ainda estou lendo...)


Paztejamos

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Palestra do Silvio Medeiros sobre Saul Alinsky e sua Influência no Movimento Revolucionário



Tópicos:

Introdução - situando contextualmente o autor:
- Antônio Gramsci
- Principal livro: "Regras para Radicais"
- filho de Russos judeus
- New Left
- Aglutina comunistas, socialistas, progressistas, anarquistas, feministas, teólogos da libertação
- Hillary Clinton
- Bill Clinton
- Barack Obama
- Benghazi
- Industrial Areas Foundation
- Acorn
- Al Capone
- Frank "The Enforcer" Nitti
- Hollywood
- "Os Intocáveis"
- "o sistema em que nós vivemos valia a pena queimar"
- Bob Kennedy
- Lindon Johnson
- Midwest Academy

Método: Premissas Básicas:
-Desinformação: "se você disser ao seu público os objetivos finais do seu projeto político, eles não vão te apoiar, então você não conta". "É importante ter uma fase de grande envolvimento emocional com a noiva para que de alguma maneira isso cegue as dificuldades do que vier depois de 20 ou 30 anos de casado". "É próprio dos bandidos e batedores de carteira o realismo sobre as reações humanas". "Conte pras pessoas somente o necessário pra elas te ajudarem".

A linguagem é fundamental. Não use "governo comunista", use "governo igualitário"; não use "aumento de imposto", use "justiça social"; não use "censura", use "democratização da comunicação".

- Niilismo Político: "Todos os meios pra tomada de poder são lícitos e justificados à priori". "Tudo vale, tudo serve, desde que avance a causa revolucionária".

- Destruição do Oponente: Lênin: "Num debate político, um argumento nunca serve para derrotar o seu inimigo, mas para extirpá-lo da face da Terra".

Dedicatória à Lúcifer:
"Devemos olhar para o passado e dar crédito ao primeiro verdadeiro radical; o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o sistema, e que o fez de forma tão eficaz que pelo menos conseguiu o seu próprio reino: Lúcifer.".

"É muito típico de totalitários o desejo da conquista de um próprio império". Qual império é esse materialmente? o Inferno. Os impérios totalitários são todos locais onde reinam o caos, o desespero, o sofrimento. Desde os Jacobinos na França, passando pela URSS de Stálin, Coréia de Sung, China de Mao, Cuba de Castro: todos locais onde a população foi dizimada em nome da criação de um império. Verdadeiros infernos na Terra.

"Tudo que existe merece perecer". O objetivo da "luta" é apenas a luta, em si mesma. Não existe um projeto posterior.

Características de Deus: onipotência, onipresença e onisciência. O Estado Totalitário tem como desejo último adquirir tais características divinas. O desejo de ser como Deus também se reflete na criação de um novo mundo e de um novo homem. "Por trás do movimento marxista existe uma certa fé no Estado que se traduz por uma religião política. Nesse desejo da criação de um novo homem e de um novo mundo pela mentalidade revolucionário, também temos uma tábua da salvação, que é a agenda politicamente correta".

Metodologia de tomada de poder pelos revolucionários:

"Apenas uma massa organizada será capaz de criar um sentimento de frustração e desilusão geral nas pessoas que os façam desejar uma mudança fundamental na sociedade". "Como um organizador, eu começo com o mundo como ele é, e não como eu gostaria que ele fosse. Isso não enfraquece de modo algum o desejo de mudá-lo. É necessário começar aonde o mundo está".

"qualquer mudança revolucionária deve ser precedida primeiro de uma atitude passiva não desafiadora diante das massas".

"O mundo é dividido em três grupos: aqueles que tem poder; aqueles que não tem poder; e aqueles que têm pouco e querem mais". Isso é exatamente o mesmo que a divisão de Marx entre proletários e pequenos-burgueses ou patrícios e plebeus. Esses que tem pouco poder e querem mais são um pepino; são a classe média, que é naturalmente imune contra o mito da luta de classes e da imobilidade social. Esses caras acabaram de sair do grupo que não tinha nada e começaram a ter alguma coisa, então esses amam o sistema.

Existe uma semelhança entre Saul Alinsky e Maquiavel. "Maquiavel escreveu o Príncipe para aqueles que têm o poder se manterem no poder; eu escrevi para que aqueles que não tenham o poder possam obter o poder".

"A vida do homem sobre a terra é guerra" (citação à Jó). Numa guerra vale tudo. Na guerra, se você tá na linha de frente e vê algo se mexendo, você atira, porque o risco de você morrer te libera um instinto de sobrevivência superior à ética.

 "O maior escândalo eleitoral da história do EUA aconteceu justamente numa ONG de Saul Alinsky onde o Barack Obama atuava como advogada de defesa." Mas essas pessoas não têm remorso, porque pra eles, eles estão fraudando um sistema que já é uma fraude, então existe uma certa satisfação em fazer isso.

"A ética dos fins e dos meios é uma criação de São Tomás de Aquino, da Igreja, daqueles que detêm o poder, e para manter o poder".

"Mudança vem do poder, e poder vem da organização. Para agir as pessoas precisam se juntar". "Poder é a razão de ser de uma organização. Quando as pessoas entram em acordo sobre certas ideias religiosas e querem um poder para propagar a sua fé, eles se organizam e chamam isso de igreja; quando as pessoas entram em acordo sobre certas ideias políticas e querem o poder para colocá-las em prática, eles se organizam e chamam isso de um partido". Esperar é wishful thinking. Só esperando não vai acontecer nada. A única maneira de você transformar uma sociedade é através da organização das pessoas.

Organizações acabam sumindo da história porque são motivadas a partir de ideais. Saul, a partir dos ensinamentos da gangue de Al Capone, entendeu que a única motivação possível é o auto-interesse. "o papel de um organizador de comunidades é o papel de um concentrador de poder, que através da criação de um auto-interesse comum, ia mobilizá-los para aquilo que eles quisessem".

"The issue is never the issue, is always the revolution". Tanto faz se um grupo de pessoas têm um problema, e se é um problema financeiro, social, moral. Se aproprie desse problema porque através dele você consegue a revolução.

Regras sobre a ética dos meios e dos fins:
- Na guerra o fim justifica quase qualquer meio.
- A preocupação com a ética aumenta com o número de meios disponíveis, e vice-versa.
- A moralidade dos meios dependem do quanto os meios estejam empregados em um momento da derrota ou vitória iminente.
- Você deve fazer o que puder com o que tiver em mãos, e adorná-lo com tons morais.
- Os objetivos devem ser verbalizados em termos gerais, como liberdade, igualidade, fraternidade, bem estar comum, busca da felicidade ou pão e paz.

Treze táticas para o poder:
- Poder não é apenas o que você tem, mas o que o inimigo pensa que você tem. "Boicotes".
- "Blefes". (não sei se essa é a 2a)
- Nunca vá além da experiência da sua comunidade. "se você é um branco rico falando em nome dos negros pobres, você está indo além da experiência da sua comunidade representada, o que não gera identificação nenhuma".
- Sempre que possível, fuja da experiência do seu inimigo.
- Faça o seu inimigo sucumbir pelo seu próprio livro de regras. "Saia caçando incoerência nos seus inimigos". exemplo: "esquerda caviar", que mostra grandes líderes da "mentalidade revolucionária" que não vivem conforme seus 'ideais'.
- O ridículo é a arma mais poderosa do ser humano: ridicularize seu inimigo. "Rótulos".
- Uma estratégia que se arrasta por muito tempo se torna um obstáculo. "não insistir muito tempo numa única estratégia". "Tenha sempre um novo problema no banco".
- Mantenha a pressão com diferentes táticas e ações e utilize todos os eventos do período para o seu propósito. "Não importa o que aconteça em um período, tire proveito deles".
- A ameaça geralmente é mais aterrorizante do que a coisa em si.
- A maior premissa para tática é o desenvolvimento de operações que irão manter uma pressão constante na oposição.
- Se você produzir um efeito excessivamente negativo e profundo no oponente, isso poderá se voltar contra você. (Ter cautela).
- O preço de um ataque bem sucedido é um alternativa construtiva. "Eu to vendo uma manifestação; perceba quem tá ganhando vantagem nisso tudo e você vai entender quem está por trás".
- Escolha o alvo, congele-o, personalize-o e polarize-o. Dê um nome ao inimigo, tenha um alvo para onde o ódio seja direcionado.

"As pessoas devem se sentir tão frustradas, tão derrotadas, tão perdidas, tão sem futuro no sistema vigente, que estejam dispostas a abandonar o passado e apostar no futuro.".

Paztejamos

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Palestra sobre David Horowitz e o livro A Arte da Guerra Política



Tópicos:

Introdução - Histórico
- David Horowitz
- Nikita Kruschov
- Stalin
- Lenin
- Universidade de Berkeley
- Guerra no Vietnã
- Isaac Deutcher
- Revista Ramparts
- Huey Newton
- Panteras Negras
- Betty Van Patter
- Jean Jacques Rouseau
- Pol Pot
- Eric Hobsbawm
- David Horowitz Freedom Center
- Front Page Magazine

Primeiro Tópico:
"Quem baseia a sua luta política na esperança da desistência do lado oposto já perdeu".
"O eleitorado brasileiro é muito mais vítima da covardia dos conservadores do que da ousadia dos revolucionários".

Seis Princípios da Arte da Guerra Política:
1) A Política é a Guerra conduzida por outros meios. Num debate político, vence aquele que consegue se comunicar com seu público final de maneira mais fácil, rápida e acessível. Não há confrontação de ideias porque o ambiente é 'triangular'. Existe X, Y e um terceiro ouvinte, que é quem escolhe.

2) Política é Guerra de posição. Num campo de batalha só existem amigos ou inimigos. É preciso se posicionar rapidamente como "amigo do público". Se eu não conseguir isso, serei posicionado como inimigo do público. Se não me posicionar, a esperança de não ser enquadrado como inimigo agora não garante que não serei enquadrado como inimigo depois. Num debate, é favorável usar palavras que remetam a amizade, como "esperança", "justiça", "caridade", "generosidade". "Se você está se explicando, você está perdendo".

3) Na Guerra política, o agressor geralmente vence. É preciso se posicionar como alguém de fibra e extremamente combativo. A vantagem de se posicionar primeiro no debate é que é você quem escolhe o terreno da batalha, e portanto escolhe os argumentos que garantem a vitória.

4) A posição é definida por Medo e Esperança. Quem é portador da esperança vence; quem porta o medo perde. É vantajoso enquadrar o opositor como o portador do medo, e se posicionar como o portador da esperança.

5) As armas políticas são os símbolos que evocam Medo e Esperança. Esses símbolos não são argumentos, são imagens, que portanto não podem ser refutados. Nos EUA, os Democratas dizem que os Republicanos são "a favor do enriquecimento dos ricos à custa do corte de benefícios aos pobres". Isso é mais ou menos verdade - e existe toda uma teoria econômica que justifica isso -, mas causa um impacto como um símbolo que transforma os Republicanos como portadores do medo e do risco. O símbolo dos Republicanos é "Os Democratas são a favor de mais dinheiro dado aos Democratas tirado do bolso do trabalhador". Um símbolo neutraliza o outro, e não é argumentativo, mas só impactante.  As mesmas ideias de símbolos estão presentes nas ideias de justiça social, de perseguição política, racismo, feminismo, elites brancas, etc.

6) A vitória fica do lado do povo. Eu tenho que falar no debate público pensando em como isso vai atingir meu público no final. Os esquerdistas se colocam no mundo como "nós somos a última esperança entre os representantes das elites e entre as mulheres, os negros, os pobres e os idosos". Se os conservadores não conseguirem amarrar as suas propostas políticas em atos concretos que beneficiem os menos favorecidos, eles nunca vão chegar ao poder. Hoje existe o 'monopólio da benfeitoria' na esquerda, e quem se opõe é taxado de 'branco representante das elites'.

Considerações Práticas:
- Rotulagem. Extremamente bem usado pela esquerda. Todo mundo que discorda da esquerda é "ultra-conservador", de "extrema-direita".

"as pessoas não vão se importar com o que você tem a dizer a não ser que elas acreditem que você se preocupa com ela. A arte da política é persuadir as pessoas que não te conhece e que você jamais vai conhecer a não ser por símbolos e frases de efeito que você se importa com elas."

Paztejamos

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Um Resumo Sobre o Pensamento Revolucionário

Assisti esse vídeo esses dias, de um tal de Silvio Medeiros, num ciclo de palestras dado na Paróquia Santa Generosa. Eu não sei nada sobre o cara, e não consigo ainda atestar se tudo que ele diz nesse vídeo é factual, mas pra mim o desencadeamento de 'pensamentos' parece bem lógico.

Depois de ver esse vídeo, acabei dando uma 'volta' nos vídeos relacionados e descobri que o canal dessa Paróquia é bem interessante, com MUITA coisa aproveitável. Vou deixar o link do canal aqui:

https://www.youtube.com/channel/UCAM2qayRA6TkPNwRV1dUMug



Paztejamos

domingo, 17 de janeiro de 2016

Sobre o Capitalismo

Nas discussões no site da UFRGS me deram dois livros sobre o capitalismo que me deu curiosidade de ler. Na verdade a minha ideia fundamental é apreender (sim, com dois 'e's) o sentido atribuído à palavra "capitalismo" nas discussões correntes, porque me ocorreram algumas questões sobre não existir tal modelo que chamam de 'capitalismo' - e isso que chamam por essa palavra ser sim fruto direto da liberdade.

Enfim, aqui alguns links. Não sei se são os mais adequados (houve quem dissesse que eu deverie era ler O Capital), mas de qualquer maneira são algo pra me ocupar conforme o tempo.

- O Capital, em quadrinhos;
- A Dinâmica do Capitalismo.

paztejamos

domingo, 31 de maio de 2015

Sobre o Mundo

O mundo é um lugar redondo por onde as pessoas se distribuem. As pessoas em geral, são o que fazem o mundo diferente de lugar pra lugar. Quero dizer, eu, Jean, gostaria muito de morar no Canadá. Não sei por que, eu tenho uma admiração por esse lugar, é bonito, frio,.. é agradável me imaginar morando lá. Mas o que faz o Canadá ser melhor do que o Brasil são as pessoas. Imagina por exemplo se, por algum evento místico a população do Brasil e a do Canadá trocassem de lugar, é bem capaz de se crer que eles fariam um ótimo serviço aqui, tanto quanto fazem lá, e, em contrapartida, é bem razoável crer que os Brasileiros (os que não morressem de frio) construíssem uma civilização tão porca lá quanto nós temos aqui. E é bem razoável que, nessas condições, eu - Canadense - estivesse agora sonhando em ir morar no Brasil.

E pra mim isso tudo só se dá por um motivo: educação.

Sexta feira agora deu um Globo Repórter sobre a Nova Zelândia. O país é um composto de duas ilhas no lado da Austrália - ok, todo mundo sabe. O caso é que me chamou atenção uma coisa sobre o que ao longo do programa foi repetida várias vezes: que "voluntários" fizeram X, "voluntários" fizeram Y, "voluntários" fizeram Z. As trilhas de Mountain Bike? Voluntários. O trabalho de preservação de pinguins? Voluntários. A restauração de uma floresta inteira? Voluntários. Ao que me parece, apesar de que eu não tenho muita amostra pra poder tirar conclusões, mas arriscando o palpite, quando um país é educado ao longo de pelo menos uma geração, o que se vê é que as pessoas passam a enxergar as coisas de uma maneira mais ampla, concebendo um quadro geral, o contexto todo, e por causa disso, começam a destinar suas vidas a algo maior do que a si mesmos, "construindo" uma sociedade. "Construindo", é a palavra. Depois da reportagem, tive vontade de ir morar na Nova Zelândia, tanto quanto no Canadá. Aliás, quero morar em qualquer lugar, contanto que eu more num lugar onde as pessoas querem contribuir pro coletivo.

E é engraçado como as pessoas, quanto menos educadas, mais ligadas à terra, como se o lugar onde alguém nasceu dissesse alguma coisa sobre quem ele é. "Eu sou gaúcho, então tenho que comer carne". "Eu sou brasileiro, gosto de samba". Sério?? Eu que só observo, e ando num momento reflexivo, constatei é que eu sou cercado por pessoas incríveis, que a todo momento fazem coisas incríveis. Um cria um site e vai estudar nos EUA; outro é um ótimo empregado e vai morar na Irlanda; tem aquele que preferiu formar uma bela família e está no seu terceiro filho; e tem o que é gênio do design e formou o próprio coletivo; e aquela que largou tudo pra abrir seu próprio negócio; sem falar no cara que viaja o Brasil por causa de sua empresa, o cara que foi fazer mestrado na Alemanha, ou o que tem uma carreira acadêmica brilhante na Física Experimental. Mas nessas pessoas todas, o que eu tenho visto é um desprendimento incrível do lugar onde vivem, porque são capazes de mudar de lugar ou de mudar o lugar. Porque aparentemente o lugar não importa, e sim as pessoas.

E isso me coloca no meu ponto inicial. São como são porque são educados.

Eu, nisso, tenho então, duas opções de vida. 1) migrar; 2) transformar.

Eu tenho a vontade, e ela já foi expressa em outros momentos, e inclusive em outros blogs, de fazer alguma coisa pelo coletivo, pelo social, pelas pessoas que precisam. Mas eu não rejeito a ideia de que, bom, um dia quero ter filhos e quero que eles sejam criados da melhor forma possível com a melhor educação possível. Por isso eu me vejo no Canadá. Mas por outro lado, me parece que lá já tem gente que chega fazendo o bem comum. Parece que aqui existe material farto pra construir o que quer que seja. Parece que aqui as pessoas ainda precisam de ajuda, ainda precisam ser educadas. E, por Deus, por algum motivo Ele me fez inteligente. Por mais que eu queira fugir, parece que aqui é o lugar onde eu deveria estar o tempo todo, pra construir, pra melhorar.

Talvez algum dia eu imigre. Talvez algum dia inclusive eu faça uma viagem, fique um ano ou dois e volte. E talvez eu volte de novo pra lá. Mas o que eu não quero é ser mais uma pessoa. Eu quero deixar a minha marca nesse mundo. Pode ser uma empresa, um coletivo, um grupo de apoio, um teorema, o que quer que seja. Mas alguma filosofia tem que sair da minha cabeça. E é por isso que eu tenho que deixar essa zona de conforto e encarar a realidade. E a realidade é onde eu não estou. Porque onde eu estou as coisas simplesmente acontecem, sem nenhum esforço. As horas, e os dias e os anos passam diante de mim e eu não sinto nada. E nisso eu existo sem ser, pelo menos sem ser plenamente. Eu preciso de uma dose de mim em que eu possa dizer "eu estive" ou "eu fiz", e depois então eu posso ir embora satisfeito desse mundo. Porque o mundo é o meu lugar, não importa onde eu nasci ou onde eu morei. O mundo é o lugar onde as coisas acontecem, e eu quero passar por aqui tendo feito algo acontecer. Onde não importa, contanto que seja no mundo.

Paztejamos

sábado, 30 de maio de 2015

Filosofia

Eu tenho uma série de reflexões, convicções, avaliações, ponderações, enfim, pensamentos sobre o mundo, a realidade e tudo mais, e estava carente de um lugar onde pudesse botar as minhas ideias 'no papel'. Meu antigo blog, entradaproibida.blogspot.com, permanece existindo (apesar das teias), mas talvez boa parte do que escrevi lá já tenha se defasado e não corresponda mais ao que eu penso atualmente. Além disso, preciso compilar o "conteúdo da minha vida" em um só lugar, e ter vários blogs me incomoda. É certo que aquele antigo ambiente vai ser revisitado eventualmente, até porque de vez em quando leio coisas lá que me fazem refletir, mas aquele não é bem o espaço que pretendo manter e, um dia, talvez eu o descarte finalmente, depois de salvar o que eu achar importante.

Enquanto isso não acontece, quero manter alguns ensaios aqui. Nada muito relativo a fatos atuais ou eventos do cotidiano, porque nisso parece que há muito ressentimento e as pessoas acabam por se colocar de um lado ou de outro e brigando. Pretendo escrever sobre viagens mais profundas, em que não há com o que ressentir, e onde as discussões se dão sobre a verdade ou a falsidade, sobre o certo e o errado. É certo que não há como fugir dos nervosos, que acham bandeiras em tudo, mas quero escrever como um observador/meditador, e não como um doutrinador/apologeta - posição em que mais normalmente me acham.

Não gosto de discussões muito difíceis, e nem de linguagem difícil, e mesmo que o meu ego me tente a escrever complicado, especialmente nesses assuntos, vou tentar ao máximo escrever fácil.

Além disso, quero manter alguns materiais e livros que pretendo ler no futuro, por curiosidade ou por ter um interesse específico neles.





Paztejamos.

Materiais Diversos de Filosofia

Estou precisando reunir em um só lugar todo o material de filosofia que tem me parecido útil pela internet e, como meu blog serve justamente pra me ajudar a estudar, resolvi que vai ser aqui o lugar.

Filosofia em Geral:


Do curso Introduction of Philosophy do Coursera:


Sobre o Poder:

Livros a ler:

  • Da Guerra, de Carl von Clausewitz.
  • Leviatã, do Thomas Hobbes.
  • História da Sexualidade (os 3) do Foucault.
  • Vigiar e Punir, do Foucault também.
  • O Contrato Social, do Rousseau.

Paztejamos