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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Palestra do Silvio Medeiros sobre Saul Alinsky e sua Influência no Movimento Revolucionário
Tópicos:
Introdução - situando contextualmente o autor:
- Antônio Gramsci
- Principal livro: "Regras para Radicais"
- filho de Russos judeus
- New Left
- Aglutina comunistas, socialistas, progressistas, anarquistas, feministas, teólogos da libertação
- Hillary Clinton
- Bill Clinton
- Barack Obama
- Benghazi
- Industrial Areas Foundation
- Acorn
- Al Capone
- Frank "The Enforcer" Nitti
- Hollywood
- "Os Intocáveis"
- "o sistema em que nós vivemos valia a pena queimar"
- Bob Kennedy
- Lindon Johnson
- Midwest Academy
Método: Premissas Básicas:
-Desinformação: "se você disser ao seu público os objetivos finais do seu projeto político, eles não vão te apoiar, então você não conta". "É importante ter uma fase de grande envolvimento emocional com a noiva para que de alguma maneira isso cegue as dificuldades do que vier depois de 20 ou 30 anos de casado". "É próprio dos bandidos e batedores de carteira o realismo sobre as reações humanas". "Conte pras pessoas somente o necessário pra elas te ajudarem".
A linguagem é fundamental. Não use "governo comunista", use "governo igualitário"; não use "aumento de imposto", use "justiça social"; não use "censura", use "democratização da comunicação".
- Niilismo Político: "Todos os meios pra tomada de poder são lícitos e justificados à priori". "Tudo vale, tudo serve, desde que avance a causa revolucionária".
- Destruição do Oponente: Lênin: "Num debate político, um argumento nunca serve para derrotar o seu inimigo, mas para extirpá-lo da face da Terra".
Dedicatória à Lúcifer:
"Devemos olhar para o passado e dar crédito ao primeiro verdadeiro radical; o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o sistema, e que o fez de forma tão eficaz que pelo menos conseguiu o seu próprio reino: Lúcifer.".
"É muito típico de totalitários o desejo da conquista de um próprio império". Qual império é esse materialmente? o Inferno. Os impérios totalitários são todos locais onde reinam o caos, o desespero, o sofrimento. Desde os Jacobinos na França, passando pela URSS de Stálin, Coréia de Sung, China de Mao, Cuba de Castro: todos locais onde a população foi dizimada em nome da criação de um império. Verdadeiros infernos na Terra.
"Tudo que existe merece perecer". O objetivo da "luta" é apenas a luta, em si mesma. Não existe um projeto posterior.
Características de Deus: onipotência, onipresença e onisciência. O Estado Totalitário tem como desejo último adquirir tais características divinas. O desejo de ser como Deus também se reflete na criação de um novo mundo e de um novo homem. "Por trás do movimento marxista existe uma certa fé no Estado que se traduz por uma religião política. Nesse desejo da criação de um novo homem e de um novo mundo pela mentalidade revolucionário, também temos uma tábua da salvação, que é a agenda politicamente correta".
Metodologia de tomada de poder pelos revolucionários:
"Apenas uma massa organizada será capaz de criar um sentimento de frustração e desilusão geral nas pessoas que os façam desejar uma mudança fundamental na sociedade". "Como um organizador, eu começo com o mundo como ele é, e não como eu gostaria que ele fosse. Isso não enfraquece de modo algum o desejo de mudá-lo. É necessário começar aonde o mundo está".
"qualquer mudança revolucionária deve ser precedida primeiro de uma atitude passiva não desafiadora diante das massas".
"O mundo é dividido em três grupos: aqueles que tem poder; aqueles que não tem poder; e aqueles que têm pouco e querem mais". Isso é exatamente o mesmo que a divisão de Marx entre proletários e pequenos-burgueses ou patrícios e plebeus. Esses que tem pouco poder e querem mais são um pepino; são a classe média, que é naturalmente imune contra o mito da luta de classes e da imobilidade social. Esses caras acabaram de sair do grupo que não tinha nada e começaram a ter alguma coisa, então esses amam o sistema.
Existe uma semelhança entre Saul Alinsky e Maquiavel. "Maquiavel escreveu o Príncipe para aqueles que têm o poder se manterem no poder; eu escrevi para que aqueles que não tenham o poder possam obter o poder".
"A vida do homem sobre a terra é guerra" (citação à Jó). Numa guerra vale tudo. Na guerra, se você tá na linha de frente e vê algo se mexendo, você atira, porque o risco de você morrer te libera um instinto de sobrevivência superior à ética.
"O maior escândalo eleitoral da história do EUA aconteceu justamente numa ONG de Saul Alinsky onde o Barack Obama atuava como advogada de defesa." Mas essas pessoas não têm remorso, porque pra eles, eles estão fraudando um sistema que já é uma fraude, então existe uma certa satisfação em fazer isso.
"A ética dos fins e dos meios é uma criação de São Tomás de Aquino, da Igreja, daqueles que detêm o poder, e para manter o poder".
"Mudança vem do poder, e poder vem da organização. Para agir as pessoas precisam se juntar". "Poder é a razão de ser de uma organização. Quando as pessoas entram em acordo sobre certas ideias religiosas e querem um poder para propagar a sua fé, eles se organizam e chamam isso de igreja; quando as pessoas entram em acordo sobre certas ideias políticas e querem o poder para colocá-las em prática, eles se organizam e chamam isso de um partido". Esperar é wishful thinking. Só esperando não vai acontecer nada. A única maneira de você transformar uma sociedade é através da organização das pessoas.
Organizações acabam sumindo da história porque são motivadas a partir de ideais. Saul, a partir dos ensinamentos da gangue de Al Capone, entendeu que a única motivação possível é o auto-interesse. "o papel de um organizador de comunidades é o papel de um concentrador de poder, que através da criação de um auto-interesse comum, ia mobilizá-los para aquilo que eles quisessem".
"The issue is never the issue, is always the revolution". Tanto faz se um grupo de pessoas têm um problema, e se é um problema financeiro, social, moral. Se aproprie desse problema porque através dele você consegue a revolução.
Regras sobre a ética dos meios e dos fins:
- Na guerra o fim justifica quase qualquer meio.
- A preocupação com a ética aumenta com o número de meios disponíveis, e vice-versa.
- A moralidade dos meios dependem do quanto os meios estejam empregados em um momento da derrota ou vitória iminente.
- Você deve fazer o que puder com o que tiver em mãos, e adorná-lo com tons morais.
- Os objetivos devem ser verbalizados em termos gerais, como liberdade, igualidade, fraternidade, bem estar comum, busca da felicidade ou pão e paz.
Treze táticas para o poder:
- Poder não é apenas o que você tem, mas o que o inimigo pensa que você tem. "Boicotes".
- "Blefes". (não sei se essa é a 2a)
- Nunca vá além da experiência da sua comunidade. "se você é um branco rico falando em nome dos negros pobres, você está indo além da experiência da sua comunidade representada, o que não gera identificação nenhuma".
- Sempre que possível, fuja da experiência do seu inimigo.
- Faça o seu inimigo sucumbir pelo seu próprio livro de regras. "Saia caçando incoerência nos seus inimigos". exemplo: "esquerda caviar", que mostra grandes líderes da "mentalidade revolucionária" que não vivem conforme seus 'ideais'.
- O ridículo é a arma mais poderosa do ser humano: ridicularize seu inimigo. "Rótulos".
- Uma estratégia que se arrasta por muito tempo se torna um obstáculo. "não insistir muito tempo numa única estratégia". "Tenha sempre um novo problema no banco".
- Mantenha a pressão com diferentes táticas e ações e utilize todos os eventos do período para o seu propósito. "Não importa o que aconteça em um período, tire proveito deles".
- A ameaça geralmente é mais aterrorizante do que a coisa em si.
- A maior premissa para tática é o desenvolvimento de operações que irão manter uma pressão constante na oposição.
- Se você produzir um efeito excessivamente negativo e profundo no oponente, isso poderá se voltar contra você. (Ter cautela).
- O preço de um ataque bem sucedido é um alternativa construtiva. "Eu to vendo uma manifestação; perceba quem tá ganhando vantagem nisso tudo e você vai entender quem está por trás".
- Escolha o alvo, congele-o, personalize-o e polarize-o. Dê um nome ao inimigo, tenha um alvo para onde o ódio seja direcionado.
"As pessoas devem se sentir tão frustradas, tão derrotadas, tão perdidas, tão sem futuro no sistema vigente, que estejam dispostas a abandonar o passado e apostar no futuro.".
Paztejamos
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Palestra sobre David Horowitz e o livro A Arte da Guerra Política
Tópicos:
Introdução - Histórico
- David Horowitz
- Nikita Kruschov
- Stalin
- Lenin
- Universidade de Berkeley
- Guerra no Vietnã
- Isaac Deutcher
- Revista Ramparts
- Huey Newton
- Panteras Negras
- Betty Van Patter
- Jean Jacques Rouseau
- Pol Pot
- Eric Hobsbawm
- David Horowitz Freedom Center
- Front Page Magazine
Primeiro Tópico:
"Quem baseia a sua luta política na esperança da desistência do lado oposto já perdeu".
"O eleitorado brasileiro é muito mais vítima da covardia dos conservadores do que da ousadia dos revolucionários".
Seis Princípios da Arte da Guerra Política:
1) A Política é a Guerra conduzida por outros meios. Num debate político, vence aquele que consegue se comunicar com seu público final de maneira mais fácil, rápida e acessível. Não há confrontação de ideias porque o ambiente é 'triangular'. Existe X, Y e um terceiro ouvinte, que é quem escolhe.
2) Política é Guerra de posição. Num campo de batalha só existem amigos ou inimigos. É preciso se posicionar rapidamente como "amigo do público". Se eu não conseguir isso, serei posicionado como inimigo do público. Se não me posicionar, a esperança de não ser enquadrado como inimigo agora não garante que não serei enquadrado como inimigo depois. Num debate, é favorável usar palavras que remetam a amizade, como "esperança", "justiça", "caridade", "generosidade". "Se você está se explicando, você está perdendo".
3) Na Guerra política, o agressor geralmente vence. É preciso se posicionar como alguém de fibra e extremamente combativo. A vantagem de se posicionar primeiro no debate é que é você quem escolhe o terreno da batalha, e portanto escolhe os argumentos que garantem a vitória.
4) A posição é definida por Medo e Esperança. Quem é portador da esperança vence; quem porta o medo perde. É vantajoso enquadrar o opositor como o portador do medo, e se posicionar como o portador da esperança.
5) As armas políticas são os símbolos que evocam Medo e Esperança. Esses símbolos não são argumentos, são imagens, que portanto não podem ser refutados. Nos EUA, os Democratas dizem que os Republicanos são "a favor do enriquecimento dos ricos à custa do corte de benefícios aos pobres". Isso é mais ou menos verdade - e existe toda uma teoria econômica que justifica isso -, mas causa um impacto como um símbolo que transforma os Republicanos como portadores do medo e do risco. O símbolo dos Republicanos é "Os Democratas são a favor de mais dinheiro dado aos Democratas tirado do bolso do trabalhador". Um símbolo neutraliza o outro, e não é argumentativo, mas só impactante. As mesmas ideias de símbolos estão presentes nas ideias de justiça social, de perseguição política, racismo, feminismo, elites brancas, etc.
6) A vitória fica do lado do povo. Eu tenho que falar no debate público pensando em como isso vai atingir meu público no final. Os esquerdistas se colocam no mundo como "nós somos a última esperança entre os representantes das elites e entre as mulheres, os negros, os pobres e os idosos". Se os conservadores não conseguirem amarrar as suas propostas políticas em atos concretos que beneficiem os menos favorecidos, eles nunca vão chegar ao poder. Hoje existe o 'monopólio da benfeitoria' na esquerda, e quem se opõe é taxado de 'branco representante das elites'.
Considerações Práticas:
- Rotulagem. Extremamente bem usado pela esquerda. Todo mundo que discorda da esquerda é "ultra-conservador", de "extrema-direita".
"as pessoas não vão se importar com o que você tem a dizer a não ser que elas acreditem que você se preocupa com ela. A arte da política é persuadir as pessoas que não te conhece e que você jamais vai conhecer a não ser por símbolos e frases de efeito que você se importa com elas."
Paztejamos
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