O mundo é um lugar redondo por onde as pessoas se distribuem. As pessoas em geral, são o que fazem o mundo diferente de lugar pra lugar. Quero dizer, eu, Jean, gostaria muito de morar no Canadá. Não sei por que, eu tenho uma admiração por esse lugar, é bonito, frio,.. é agradável me imaginar morando lá. Mas o que faz o Canadá ser melhor do que o Brasil são as pessoas. Imagina por exemplo se, por algum evento místico a população do Brasil e a do Canadá trocassem de lugar, é bem capaz de se crer que eles fariam um ótimo serviço aqui, tanto quanto fazem lá, e, em contrapartida, é bem razoável crer que os Brasileiros (os que não morressem de frio) construíssem uma civilização tão porca lá quanto nós temos aqui. E é bem razoável que, nessas condições, eu - Canadense - estivesse agora sonhando em ir morar no Brasil.
E pra mim isso tudo só se dá por um motivo: educação.
Sexta feira agora deu um Globo Repórter sobre a Nova Zelândia. O país é um composto de duas ilhas no lado da Austrália - ok, todo mundo sabe. O caso é que me chamou atenção uma coisa sobre o que ao longo do programa foi repetida várias vezes: que "voluntários" fizeram X, "voluntários" fizeram Y, "voluntários" fizeram Z. As trilhas de Mountain Bike? Voluntários. O trabalho de preservação de pinguins? Voluntários. A restauração de uma floresta inteira? Voluntários. Ao que me parece, apesar de que eu não tenho muita amostra pra poder tirar conclusões, mas arriscando o palpite, quando um país é educado ao longo de pelo menos uma geração, o que se vê é que as pessoas passam a enxergar as coisas de uma maneira mais ampla, concebendo um quadro geral, o contexto todo, e por causa disso, começam a destinar suas vidas a algo maior do que a si mesmos, "construindo" uma sociedade. "Construindo", é a palavra. Depois da reportagem, tive vontade de ir morar na Nova Zelândia, tanto quanto no Canadá. Aliás, quero morar em qualquer lugar, contanto que eu more num lugar onde as pessoas querem contribuir pro coletivo.
E é engraçado como as pessoas, quanto menos educadas, mais ligadas à terra, como se o lugar onde alguém nasceu dissesse alguma coisa sobre quem ele é. "Eu sou gaúcho, então tenho que comer carne". "Eu sou brasileiro, gosto de samba". Sério?? Eu que só observo, e ando num momento reflexivo, constatei é que eu sou cercado por pessoas incríveis, que a todo momento fazem coisas incríveis. Um cria um site e vai estudar nos EUA; outro é um ótimo empregado e vai morar na Irlanda; tem aquele que preferiu formar uma bela família e está no seu terceiro filho; e tem o que é gênio do design e formou o próprio coletivo; e aquela que largou tudo pra abrir seu próprio negócio; sem falar no cara que viaja o Brasil por causa de sua empresa, o cara que foi fazer mestrado na Alemanha, ou o que tem uma carreira acadêmica brilhante na Física Experimental. Mas nessas pessoas todas, o que eu tenho visto é um desprendimento incrível do lugar onde vivem, porque são capazes de mudar de lugar ou de mudar o lugar. Porque aparentemente o lugar não importa, e sim as pessoas.
E isso me coloca no meu ponto inicial. São como são porque são educados.
Eu, nisso, tenho então, duas opções de vida. 1) migrar; 2) transformar.
Eu tenho a vontade, e ela já foi expressa em outros momentos, e inclusive em outros blogs, de fazer alguma coisa pelo coletivo, pelo social, pelas pessoas que precisam. Mas eu não rejeito a ideia de que, bom, um dia quero ter filhos e quero que eles sejam criados da melhor forma possível com a melhor educação possível. Por isso eu me vejo no Canadá. Mas por outro lado, me parece que lá já tem gente que chega fazendo o bem comum. Parece que aqui existe material farto pra construir o que quer que seja. Parece que aqui as pessoas ainda precisam de ajuda, ainda precisam ser educadas. E, por Deus, por algum motivo Ele me fez inteligente. Por mais que eu queira fugir, parece que aqui é o lugar onde eu deveria estar o tempo todo, pra construir, pra melhorar.
Talvez algum dia eu imigre. Talvez algum dia inclusive eu faça uma viagem, fique um ano ou dois e volte. E talvez eu volte de novo pra lá. Mas o que eu não quero é ser mais uma pessoa. Eu quero deixar a minha marca nesse mundo. Pode ser uma empresa, um coletivo, um grupo de apoio, um teorema, o que quer que seja. Mas alguma filosofia tem que sair da minha cabeça. E é por isso que eu tenho que deixar essa zona de conforto e encarar a realidade. E a realidade é onde eu não estou. Porque onde eu estou as coisas simplesmente acontecem, sem nenhum esforço. As horas, e os dias e os anos passam diante de mim e eu não sinto nada. E nisso eu existo sem ser, pelo menos sem ser plenamente. Eu preciso de uma dose de mim em que eu possa dizer "eu estive" ou "eu fiz", e depois então eu posso ir embora satisfeito desse mundo. Porque o mundo é o meu lugar, não importa onde eu nasci ou onde eu morei. O mundo é o lugar onde as coisas acontecem, e eu quero passar por aqui tendo feito algo acontecer. Onde não importa, contanto que seja no mundo.
Paztejamos
domingo, 31 de maio de 2015
Fiança Bancária
Fiança Bancária é quando um banco é o fiador. O banco assume essa obrigação sempre por escrito - através de uma carta de fiança - e ela pode ser total ou parcial, ou seja, pode cobrir toda ou apenas uma parcela da dívida. Outro destaque é que na Fiança Bancária há benefício de ordem, portanto o credor deve cobrar primeiro pro devedor e depois sim para o banco.
As entidades que podem fazer Fiança Bancária são:
Dependendo da situação, existem tipos de Fiança Bancária. São eles:
Paztejamos.
As entidades que podem fazer Fiança Bancária são:
- instituições financeiras bancárias (ou seja, que captam depósito a vista);
- bancos de investimento;
- bancos de desenvolvimento;
- sociedades de crédito imobiliário;
- companhias hipotecárias;
- agências de fomento.
Dependendo da situação, existem tipos de Fiança Bancária. São eles:
- Bid Bond;
- Performance Bond;
- Advance Payment Bond;
- Refundment Bond.
Paztejamos.
Fiança
Quem já passou pela experiência de alugar um imóvel sabe na prática o que a Fiança significa. As imobiliárias ou o proprietário do imóvel exigem um fiador no contrato de aluguel para que, caso o aluguel não seja pago, eles possam cobrar o aluguel aos fiadores.
Fiança é um tipo de Garantia Fidejussória exclusiva para contratos. Diz-se que ela é acessória e subsidiária porque goza do benefício de ordem. O que isso quer dizer? O benefício de ordem é aquilo que determina que o(s) fiador(es) só deve(m) pagar pelo contrato caso o devedor não consiga saldar sua dívida. Por isso ela é acessória e subsidiária: porque não é necessária para o contrato, mas ajuda a garantir o cumprimento do mesmo.
Além do benefício de ordem a fiança ainda gosa de outros 'benefícios':
Se houver mais de um fiador e eles não combinarem uma divisão específica da fiança para cada um, os fiadores são 'solidários entre si', podendo qualquer um pagar pelo contrato, lembrando que sempre há o 'direito de regresso' ou 'benefício de subrogação', ou seja, depois de um dos fiadores pagar pelo valor do contrato, ele pode entrar na justiça para reaver esse dinheiro dos seus fiadores solidários, assim como do devedor original.
Por fim, a fiança, como é feita exclusivamente em contratos, exige que esteja escrita numa cláusula à parte, só pra ela. Ou seja, não pode estar 'escondidinha lá no meio do texto. Tem que constar num trecho específico pra tratar sobre ela.
Por favor não confunda essa fiança com aquele pagamento que se faz para que alguém saia da cadeia (que também se chama fiança). Não tem nada a ver.
Paztejamos
Fiança é um tipo de Garantia Fidejussória exclusiva para contratos. Diz-se que ela é acessória e subsidiária porque goza do benefício de ordem. O que isso quer dizer? O benefício de ordem é aquilo que determina que o(s) fiador(es) só deve(m) pagar pelo contrato caso o devedor não consiga saldar sua dívida. Por isso ela é acessória e subsidiária: porque não é necessária para o contrato, mas ajuda a garantir o cumprimento do mesmo.
Além do benefício de ordem a fiança ainda gosa de outros 'benefícios':
- O fiador pode se comprometer com apenas uma parte da dívida - chamada fiança limitada;
- Os fiadores podem dividir as partes com que se comprometem (por exemplo, eu me comprometo com 40% e o Luiz com 60%). Essa é o chamado "benefício de divisão";
- Os fiadores podem ter outros fiadores, chamados Sub-fiadores (também conhecido como co-fiador);
- Os fiadores podem abrir mão do benefício de ordem, caracterizando uma fiança solidária;
Se houver mais de um fiador e eles não combinarem uma divisão específica da fiança para cada um, os fiadores são 'solidários entre si', podendo qualquer um pagar pelo contrato, lembrando que sempre há o 'direito de regresso' ou 'benefício de subrogação', ou seja, depois de um dos fiadores pagar pelo valor do contrato, ele pode entrar na justiça para reaver esse dinheiro dos seus fiadores solidários, assim como do devedor original.
Por fim, a fiança, como é feita exclusivamente em contratos, exige que esteja escrita numa cláusula à parte, só pra ela. Ou seja, não pode estar 'escondidinha lá no meio do texto. Tem que constar num trecho específico pra tratar sobre ela.
Por favor não confunda essa fiança com aquele pagamento que se faz para que alguém saia da cadeia (que também se chama fiança). Não tem nada a ver.
Paztejamos
Aval
Aval é uma forma de garantia dita "fidejussória", ou seja, "de confiança". É feita apenas em Títulos de Crédito (nunca em contratos).
O aval nada mais é do que uma assinatura do Avalista (a pessoa que está dando o aval) no Título de Crédito. Quando a pessoa assina, significa que ela está dando suporte, apoio para o emissor do Título. É como se ela estivesse dizendo "se ele não pagar pode vir cobrar pra mim". Inclusive mais de uma pessoa pode ser avalista.
É importante dizer que, para que uma pessoa casada seja Avalista, é necessário que seu conjuge aceite - conforme o novo Código Civil de 2003. Isso se chama Outorga Conjugal e se divide em duas:
Por causa do não benefício de ordem o Aval também pode ser dito como uma garantia "solidária" [em contraste à fiança, que é apenas subsidiária], além de "independente e autônoma", haja vista que o avalista adquire uma potencial dívida que não depende do não pagamento do devedor.
Existem dois tipos de Aval:
Então, por exemplo, o Almir emite um título para o Carlos tendo o Bruno como avalista. O Carlos, por sua vez, tem uma dívida com o Daniel. O Carlos, para pagar sua dívida, endossa o título para o Daniel. Mas o Daniel fica desconfiado que esse título não vale nada e pede que o Carlos arrume um avalista. O Carlos então procura o Eduardo, que avalisa o título. Para que o Eduardo possa ser avalista do Carlos, ele não pode simplesmente escrever sua assinatura no título, porque se o fizer, estará se colocando como segundo avalista do Almir. Portanto, para resolver esse empasse, ele escreve no título algo como "eu, Eduardo, sou avalista do Carlos". Nessa história o Bruno fez um Aval em branco e o Eduardo fez um aval em preto.
Outro ponto passível de perguntas de prova é o Aval Parcial. O Aval Parcial é proibido pelo Código Civil, mas algumas leis internacionais "mais fortes" que o código civil faz valer o Aval Parcial para apenas 4 tipos de títulos. São eles:
O aval nada mais é do que uma assinatura do Avalista (a pessoa que está dando o aval) no Título de Crédito. Quando a pessoa assina, significa que ela está dando suporte, apoio para o emissor do Título. É como se ela estivesse dizendo "se ele não pagar pode vir cobrar pra mim". Inclusive mais de uma pessoa pode ser avalista.
É importante dizer que, para que uma pessoa casada seja Avalista, é necessário que seu conjuge aceite - conforme o novo Código Civil de 2003. Isso se chama Outorga Conjugal e se divide em duas:
- Outorga Marital: quando o marido permite que a esposa seja avalista;
- Outorga Uxória: quando a esposa permite que o marido seja avalista.
Por causa do não benefício de ordem o Aval também pode ser dito como uma garantia "solidária" [em contraste à fiança, que é apenas subsidiária], além de "independente e autônoma", haja vista que o avalista adquire uma potencial dívida que não depende do não pagamento do devedor.
Existem dois tipos de Aval:
- Aval em Preto;
- Aval em Branco.
Então, por exemplo, o Almir emite um título para o Carlos tendo o Bruno como avalista. O Carlos, por sua vez, tem uma dívida com o Daniel. O Carlos, para pagar sua dívida, endossa o título para o Daniel. Mas o Daniel fica desconfiado que esse título não vale nada e pede que o Carlos arrume um avalista. O Carlos então procura o Eduardo, que avalisa o título. Para que o Eduardo possa ser avalista do Carlos, ele não pode simplesmente escrever sua assinatura no título, porque se o fizer, estará se colocando como segundo avalista do Almir. Portanto, para resolver esse empasse, ele escreve no título algo como "eu, Eduardo, sou avalista do Carlos". Nessa história o Bruno fez um Aval em branco e o Eduardo fez um aval em preto.
Outro ponto passível de perguntas de prova é o Aval Parcial. O Aval Parcial é proibido pelo Código Civil, mas algumas leis internacionais "mais fortes" que o código civil faz valer o Aval Parcial para apenas 4 tipos de títulos. São eles:
- Letras de Câmbio;
- Nota Promissória;
- Cheque;
- Duplicata.
Garantias Fidejussórias
Fidejussória é uma palavra que deriva de Fidelis, do Latim, "Confiança". Assim, Garantias Fidejussórias são garantias em que uma pessoa de fora se compromete com o acerto. Essas garantias também são conhecidas como "Pessoais".
É como se alguém dissesse, durante o acerto, "pode aceitar o negócio que se ele não pagar eu pago".
Podem ser divididas em dois tipos:
Sendo a Fiança passível de uma outra divisão mais específica, chamada Fiança Bancária.
Paztejamos
É como se alguém dissesse, durante o acerto, "pode aceitar o negócio que se ele não pagar eu pago".
Podem ser divididas em dois tipos:
Sendo a Fiança passível de uma outra divisão mais específica, chamada Fiança Bancária.
Paztejamos
sábado, 30 de maio de 2015
Fundo Garantidor de Crédito
O Fundo Garantidor de Crédito - FGC, é um fundo criado com o objetivo de garantir que, se um banco quebrar, os correntistas daquele banco não vão ficar sem dinheiro. Esse fundo não foi criado pelo governo, mas pelos próprios bancos e outras instituições financeiras.
O Fundo Garantidor de Crédito garante até R$250.000,00 por CPF do dinheiro depositado em:
Paztejamos
O Fundo Garantidor de Crédito garante até R$250.000,00 por CPF do dinheiro depositado em:
- depósitos a vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
- depósitos em contas-correntes de depósito para investimento (? - não sei ques contas são essas);
- depósitos a prazo (CDB/RDB);
- depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares (? - não sei ques contas são essas);
- letras de câmbio, imobiliárias, hipotecárias e de crédito imobiliário (letras em geral, eu diria);
Paztejamos
Garantias do Sistema Financeiro Nacional
Garantia é algo que se dá quando alguém não confia muito na pessoa com quem está combinando algo. Por exemplo, se alguém que eu não conheço me pedir 1000 reais, provavelmente eu vou ficar desconfiado de que, caso eu empreste, não receberei de volta esse dinheiro. Para isso alguém me dá "algo" em garantia.
Essa garantia pode ser uma palavra de confiança de alguém em quem eu confie (garantia fidejussória) ou uma coisa de valor (garantia real).
Dessa forma, as garantias do Sistema Financeiro Nacional são divididas nestas duas classes:
Além disso, existe ainda um fundo privado criado para assegurar o dinheiro dos correntistas no caso da quebra de um banco, que se chama Fundo Garantidor de Crédito - FGC.
Paztejamos
Essa garantia pode ser uma palavra de confiança de alguém em quem eu confie (garantia fidejussória) ou uma coisa de valor (garantia real).
Dessa forma, as garantias do Sistema Financeiro Nacional são divididas nestas duas classes:
Além disso, existe ainda um fundo privado criado para assegurar o dinheiro dos correntistas no caso da quebra de um banco, que se chama Fundo Garantidor de Crédito - FGC.
Paztejamos
Conhecimentos Bancários
Bom, estou migrando o conteúdo, então uma parte do que for clicado aqui ainda vai remeter ao blog conhecimentosbancarios.blogspot.com. Porém, no final, deve estar tudo nesse blog. A única seção que vou migrar agora vai ser o de Garantias. SEMPRE que estudar aqui, desconfie desse material, porque, assim como você, eu sou só um estudante que resolveu escrever, com o objetivo de facilitar a vida de todo mundo.
Os assuntos principais de Conhecimentos Bancários estão nas seguintes divisões:
- Estrutura do Sistema Financeiro Nacional;
- Produtos e Serviços Financeiros;
- Garantias do Sistema Financeiro Nacional;
- Mercado de Capitais e Câmbio;
- Lavagem de Dinheiro.
Paztejamos
Os assuntos principais de Conhecimentos Bancários estão nas seguintes divisões:
- Estrutura do Sistema Financeiro Nacional;
- Produtos e Serviços Financeiros;
- Garantias do Sistema Financeiro Nacional;
- Mercado de Capitais e Câmbio;
- Lavagem de Dinheiro.
Paztejamos
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