sábado, 30 de maio de 2015

Fundo Garantidor de Crédito

Fundo Garantidor de Crédito FGC, é um fundo criado com o objetivo de garantir que, se um banco quebrar, os correntistas daquele banco não vão ficar sem dinheiro. Esse fundo não foi criado pelo governo, mas pelos próprios bancos e outras instituições financeiras.

O Fundo Garantidor de Crédito garante até R$250.000,00 por CPF do dinheiro depositado em:
  • depósitos a vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • depósitos em contas-correntes de depósito para investimento (? - não sei ques contas são essas);
  • depósitos a prazo (CDB/RDB);
  • depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares (? - não sei ques contas são essas);
  • letras de câmbio, imobiliárias, hipotecárias e de crédito imobiliário (letras em geral, eu diria);
Outra coisa importante é que o FGC não garante o dinheiro de entidades que compartilham a totalidade dos seus fundos em cotas, como cooperativas ou fundos de investimento. Isso porque, se essas instituições quebrarem, elas não apresentam risco para todo o SFN, já que não são atreladas umas às outras. Fique atento para não confundir Fundos de Investimento com Bancos de Investimento, porque os bancos sim são garantidos pelo FGC.
    Mas a principal confusão que o FGC cria em provas tem a ver com contas conjuntas. Isso porque as contas conjuntas tem um sistema muito chato para divisão do dinheiro garantido.[eu não sei direito como faz essa divisão :S preciso estudar isso :S]

    Paztejamos

    Garantias do Sistema Financeiro Nacional

    Garantia é algo que se dá quando alguém não confia muito na pessoa com quem está combinando algo. Por exemplo, se alguém que eu não conheço me pedir 1000 reais, provavelmente eu vou ficar desconfiado de que, caso eu empreste, não receberei de volta esse dinheiro. Para isso alguém me dá "algo" em garantia.

    Essa garantia pode ser uma palavra de confiança de alguém em quem eu confie (garantia fidejussória) ou uma coisa de valor (garantia real).

    Dessa forma, as garantias do Sistema Financeiro Nacional são divididas nestas duas classes:
    Além disso, existe ainda um fundo privado criado para assegurar o dinheiro dos correntistas no caso da quebra de um banco, que se chama Fundo Garantidor de Crédito - FGC.

    Paztejamos

    Conhecimentos Bancários

    Bom, estou migrando o conteúdo, então uma parte do que for clicado aqui ainda vai remeter ao blog conhecimentosbancarios.blogspot.com. Porém, no final, deve estar tudo nesse blog. A única seção que vou migrar agora vai ser o de Garantias. SEMPRE que estudar aqui, desconfie desse material, porque, assim como você, eu sou só um estudante que resolveu escrever, com o objetivo de facilitar a vida de todo mundo.

    Os assuntos principais de Conhecimentos Bancários estão nas seguintes divisões:
     - Estrutura do Sistema Financeiro Nacional;
     - Produtos e Serviços Financeiros;
     - Garantias do Sistema Financeiro Nacional;
     - Mercado de Capitais e Câmbio;
     - Lavagem de Dinheiro.

    Paztejamos

    Filosofia

    Eu tenho uma série de reflexões, convicções, avaliações, ponderações, enfim, pensamentos sobre o mundo, a realidade e tudo mais, e estava carente de um lugar onde pudesse botar as minhas ideias 'no papel'. Meu antigo blog, entradaproibida.blogspot.com, permanece existindo (apesar das teias), mas talvez boa parte do que escrevi lá já tenha se defasado e não corresponda mais ao que eu penso atualmente. Além disso, preciso compilar o "conteúdo da minha vida" em um só lugar, e ter vários blogs me incomoda. É certo que aquele antigo ambiente vai ser revisitado eventualmente, até porque de vez em quando leio coisas lá que me fazem refletir, mas aquele não é bem o espaço que pretendo manter e, um dia, talvez eu o descarte finalmente, depois de salvar o que eu achar importante.

    Enquanto isso não acontece, quero manter alguns ensaios aqui. Nada muito relativo a fatos atuais ou eventos do cotidiano, porque nisso parece que há muito ressentimento e as pessoas acabam por se colocar de um lado ou de outro e brigando. Pretendo escrever sobre viagens mais profundas, em que não há com o que ressentir, e onde as discussões se dão sobre a verdade ou a falsidade, sobre o certo e o errado. É certo que não há como fugir dos nervosos, que acham bandeiras em tudo, mas quero escrever como um observador/meditador, e não como um doutrinador/apologeta - posição em que mais normalmente me acham.

    Não gosto de discussões muito difíceis, e nem de linguagem difícil, e mesmo que o meu ego me tente a escrever complicado, especialmente nesses assuntos, vou tentar ao máximo escrever fácil.

    Além disso, quero manter alguns materiais e livros que pretendo ler no futuro, por curiosidade ou por ter um interesse específico neles.





    Paztejamos.

    Materiais Diversos de Filosofia

    Estou precisando reunir em um só lugar todo o material de filosofia que tem me parecido útil pela internet e, como meu blog serve justamente pra me ajudar a estudar, resolvi que vai ser aqui o lugar.

    Filosofia em Geral:


    Do curso Introduction of Philosophy do Coursera:


    Sobre o Poder:

    Livros a ler:

    • Da Guerra, de Carl von Clausewitz.
    • Leviatã, do Thomas Hobbes.
    • História da Sexualidade (os 3) do Foucault.
    • Vigiar e Punir, do Foucault também.
    • O Contrato Social, do Rousseau.

    Paztejamos

    quarta-feira, 27 de maio de 2015

    Risco no Seguro

    Como eu disse antes, o Risco que o seguro cobre/garante, é um risco específico, com baixa frequência e de dano alto. Risco, genericamente, é o evento cuja ocorrência causa Dano - e nesse contexto o dano é econômico/financeiro.

    Algumas outras características do Risco são exigidas ainda para que seja possível fazer seguro de um Risco, a saber:

    1. Ser Futuro: Não pode ter ocorrido ainda (na prática existe seguro a posteriori, mas a finalidade não é de garantir o risco, e sim meramente publicitária - caso não saquem, comentem que dou um exemplo nos comentários).
    2. Ser Possível: Tem que existir a possibilidade de ocorrer (sério, não posso fazer um seguro de incêndio de uma piscina, já que ninguém vai comprar - e a viabilidade econômica é um quesito para o seguro).
    3. Ser Incerto: Não se sabe se vai acontecer ou não (tem que ser randômico, aleatório).
    4. Ser Mensurável: Tem que ser possível saber "quanto custa" pra segurar. Por exemplo, assumindo que o evento seja impossível, não dá pra mensurar seu valor.
    5. Ser Independente das Partes: Parece óbvio. Imagine, por exemplo, um seguro de incêndio para uma caixa de charutos. O segurado certamente vai fumá-los, então o "incêndio dos charutos" depende de uma das partes, logo, fazer um seguro disso é burrice. Por isso a exigência de independência.
    6. Ser Não-Catastrófico: Essa exigência pra mim é menos óbvia. Digamos que a chance de incêndios é de 10% numa determinada vizinhança, mas deu uma tempestade e caiu raios que incendiaram mais da metade da tal vizinhança. Nesse caso a seguradora não garante nada, porque o evento é uma calamidade, e não está muito distante da possibilidade de cálculo da seguradora. É por isso que arrastões, terremotos, enchentes, furacões, guerras, epidemias e coisas desse tipo não são garantidas, porque é impossível mensurar (item 4, lembra?) tais eventos.
    7. Ser Similar (Homogêneo): É muito parecido com o item 6. Podemos dizer que é "a outra face do item 6. Se um evento é Catastrófico, então ele não é Homogêneo. Ser homogêneo é estar "na média" dos eventos ocorridos anteriormente, não extrapolando a previsão que se podia fazer anteriormente. É estar fora da região crítica numa curva normal (ver imagem abaixo - caso não manje de estatística, não se preocupe, esse é um conceito simples e não precisa dessa referência pra entender).

    Além das Características do Risco, há ainda o que o professor chamou de Classificações do Risco, mas que não são as mesmas classificações que ele deu quando falou de Gerenciamento do Risco. Digamos que são outros critérios de classificação. Nesse sentido, os Riscos se classificam por tipo e por abrangência.

    Classificação por tipo:
    • Risco Puro: Quando o resultado final, após certo tempo, resulta ou em Perda ou em Empate (não-perda). Exemplo: Risco de roubarem meu carro - ou eu perco (roubam meu carro), ou em empato (não roubam meu carro).
    • Risco Especulativo: Quando o resultado final, após certo tempo, resulta em Perda, Empate ou Ganho. Exemplo: Jogar Poker, apostar na Mega-Sena. O caso é que existe a chance de Ganhar.
    Classificação por abrangência:
    • Risco Privado: Quando o dano atinge um indivíduo (ou um grupo específico de indivíduos), não extrapolando a normalidade. Exemplo: incêndio de uma casa, ou de um prédio.
    • Risco Social/Estrutural: Quando o dano atinge uma coletividade (Catastrófico). Exemplo: Incêndio de um bairro inteiro, enchente, epidemia.
    Nessa classificação, fica bem evidente que o Risco segurável é apenas aquele que é Puro e Privado.

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    Normalmente, quando se faz um seguro, o segurado fecha um contrato com apenas uma seguradora. Porém, essa seguradora pode estar dividindo o risco assumido. Esse processo se chama Pulverização do Risco.

    Paztejamos.

    terça-feira, 26 de maio de 2015

    Prêmio

    O Prêmio é, apesar do nome, aquilo que o segurado paga (!!!!!!) à seguradora para contratar o seguro. POR FAVOR NÃO CONFUNDA!

    O valor do prêmio é proporcional ao tamanho do risco e é a principal fonte de Receita da seguradora. Teoricamente, para que um seguro seja considerado "justo", o valor total dos prêmios recebidos tem que ser igual ao valor total de indenizações pagas, pois nesse caso ninguém sai ganhando e todos que sofreram danos estão segurados. Esse prêmio justo, teórico, onde ninguém sai "no lucro", é chamado Prêmio de Risco (e é calculado conforme a fórmula E=p.Q, que em outra ocasião eu explico e linko aqui). Lógico que no mundo real a seguradora não faz nenhuma caridade e seus acionistas querem lucro, porém é interessante ter esse conceito em mente, porque é a partir dele que se inicia a cálculo do prêmio que vai efetivamente ser cobrado.

    Quando se calcula um valor para o prêmio final (que é chamado de Prêmio Líquido ou Prêmio Comercial), o que se faz é pegar o Prêmio de Risco e "empilhar" várias margens em cima dele, conforme a margem de lucro que se quer ter e os gastos operacionais que a seguradora tem. Vou dar os nomes dos "tipos de prêmios" e explicar o que tem em cada um:


    • Prêmio de Risco: é o valor direto, sem margem nenhuma, onde a receita iguala a despesa.
    • Prêmio Puro: é o Prêmio de Risco, acrescido da Margem de Confiança, que é uma margem percentual que eu boto em cima do prêmio pra garantir que, caso a despesa seja maior do que eu previ, eu consiga pagar mesmo assim.
    • Prêmio NET: é o Prêmio Puro com todos os carregamentos inclusos, EXCETO A CORRETAGEM.
    • Prêmio Líquido ou Comercial (π): é o Prêmio NET mais a corretagem, ou seja, é o Prêmio Puro acrescido de TODOS os carregamentos.
    • Prêmio Bruto: é o Prêmio Líquido acrescido de Custo de Apólice, Custo de Fracionamento e IOF.
    Eu vou explicar melhor algumas coisas em outros posts, mas eu acho válido mencionar alguns detalhes:

    - Não expliquei ainda o que é Carregamento, mas, em síntese, são valores que eu coloco a mais em cima do prêmio pra poder pagar minhas despesas operacionais, marketing, corretagem, etc.
    - O Custo de Apólice hoje está proibido pela SUSEP (órgão regulador dos seguros). Isso era cobrado porque antigamente, quando alguém contratava um seguro, a seguradora confeccionava um enorme cartaz, super bonito e com letras desenhadas, pro segurado pendurar na parede e mostrar como "Olha, eu tenho seguro". Só que depois de um tempo, se perdeu esse 'glamour' de fazer seguro, e a apólice virou só uma folha de papel A4 com informações escritas. Então não fazia mais sentido cobrar "custo de apólice". Mesmo assim, as segurados continuavam cobrando, por 'malandragem'. Daí a SUSEP proibiu definitivamente esse tipo de cobrança.
    - O IOF, na maioria dos seguros de Danos, é 7,38%. Note que eu estou postando em 26.05.2015 e no futuro pode mudar.

    Paztejamos

    Contrato de Seguro

    O Contrato de Seguro é uma formalização por escrito da operação de seguro, e é firmada como um acordo (ou uma aposta) entre o segurado e a seguradora, por meio de três documentos, que juntos formam o contrato efetivamente.

    Inicialmente, pensando em contratos individuais, o segurado (que, enquanto não está segurado, é conhecido no Brasil apenas "Proponente") emite uma Proposta [1º documento], que é um pedido de seguro à seguradora. Depois, a seguradora analisa a proposta e, caso aceite o seguro, emite uma Apólice [2º documento]. Porém, a Apólice só é efetivamente emitida (ou, dizendo de outra forma, o seguro só é efetivamente aceito) se o o proponente tiver pago o DOC de cobrança [3º documento], que é o documento usado pra cobrar o prêmio do seguro.


    É importante mencionar que esse contrato é SEMPRE intermediado, pelo menos oficialmente. Esse Intermediador Obrigatório é o que chamados Corretor. O Corretor é o representante do segurado, e inclusive pode assinar a proposta por ele.

    ~~Existe ainda a hipótese de contratos coletivos, mas essa eu vou ficar devendo aqui porque não saquei direito como funciona. No futuro eu me informo e completo essa parte.~~

    Paztejamos