Assisti uma série de vídeos sobre KGB, StB e suas atividades, mas tem mais alguns que eu gostaria de ver logo, e por isso vou deixar o link dos vídeos todos aqui.
http://stb.cepol24.pl/pt/videos
Esse site também tem uma série de artigos sobre a ação soviética no Brasil antes e durante o período militar, que eu pretendo ler no futuro.
Paztejamos
segunda-feira, 13 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
Alguns tópicos de lembranças e realidade
Eu me lembro que, quando eu era pequeno, a única tia que eu não chamava por "tia" era a minha tia mais nova, a tia Simone. Por algum motivo estranho, a todos os tios eu chamava "tio Daniel", "tia Jandira", "tio André"... mas a tia Simone eu tinha o costume de chamar apenas por "Simone". Tanto eu, quanto meu irmão gêmeo e meu primo Rafael a chamávamos assim. Por algum motivo que até hoje eu não sei explicar, a gente achava esquisito chamá-la de tia, e simplesmente "não conseguia pegar o costume".
Com o tempo e a insistência da minha mãe, porém, eu fiz uma força e tentei me adaptar a chamá-la também de tia (até por causa daquela coisa de respeito pelos parentes mais velhos), e eu lembro de, num determinado dia, ter visto meu primo chamá-la apenas de "Simone" e me sentir como que 'aflito', como se meu sentimento de 'estranheza' tivesse se invertido. Agora era a ausência da palavra "tia" que me incomodava.
É esquisito como a gente "assimila" essas coisas que nos causam estranheza num primeiro momento, e de alguma forma, depois de um esforcinho, consegue inverter esse sentimento, fazendo do 'estranho' o 'certo', e do certo o estranho. Eu lembro de pelo menos algumas outras situações em que senti essa estranheza. Certamente que na primeira impressão está uma semente mais 'concreta' (ou 'bruta') de realidade, e se esse esforço posterior (que as vezes se justifica numa explicação, talvez) tem o poder de reverter essa estranheza, é bom ter a cautela de não permitir que ele inverta a realidade.
Eu lembro, por exemplo, da minha impressão sobre a Dilma, antes das bem sucedidas campanhas presidenciais. Ela tinha uma cara de 'burocrata chata', com aqueles oclões de nerd, e era uma espécie de mulher-ogrinho da casa civil - e logo que surgiu a hipótese de ela concorrer à presidência, discutiam que ela era 'firme' e a atribuíam características masculinas em função disso. Depois, porém, da 'formatação' que ela sofreu para concorrer, virou uma 'senhora elegante', com jóias, dentes certos e lentes (nada contra - e esse não é o mérito da questão). Mas, eu lembro que quando começaram a falar dela eu pensei "pff, fala sério, essa aí não tem como ganhar". E essa sensação se reforçava em especial nas falas em público, onde convenhamos que ela não tinha (e nunca teve) a menor condição de se expressar. Já depois do primeiro mandato, o sentimento era completamente outro, como se não parecesse mais a mesma pessoa, ou como se essas coisas não tivessem mais tanta importância - "todo político fala abobrinhas, afinal" e "ela é uma senhora". Daí a sensação de estranheza era ao ver as imagens antigas. Mas a questão é: qual das sensações é a legítima? Nesse caso, certamente a primeira revela mais Verdade. A segunda é uma espécie de 'miragem', de 'histeria' que confunde as nossas impressões. Mas então... quantas "inversões histéricas" dessas a gente não tem acumuladas no raciocínio, sedimentadas talvez umas sobre as outras, nos fazendo dizer o contrário do que vemos, nos fazendo sentir 'estranheza' diante da verdade...?
É uma coisa pra se pensar...
Talvez seja por isso que Jesus tenha dito que "às crianças pertence o Reino dos Céus". Tem coisa mais sincera que uma criança? Pra ela, o que é estranho é estranho! (E "tia Simone" certamente me soava estranho.)
Paztejamos
Paztejamos
quarta-feira, 8 de março de 2017
COF - Aula 10
O Olavo mencionou 4 artigos quase em sequência na Aula 10 do COF, e não tendo como lê-los todos de imediato, resolvi guardá-los aqui.
>Uma Lição de Hegel
>A História Segundo Godot
>Um Guru da Educação Brasileira
>Paranóia Sociológica
Paztejamos
[Preciso dar um jeito de arrumar essa bagunça em que esse blog se tornou =/ Se Deus quiser agora, nas férias, eu vou conseguir fazer alguma coisa a respeito]
domingo, 5 de março de 2017
Resumo - Aristóteles em Nova Perspectiva
--I. Os Quatro Discursos
O Olavo explica que Aristóteles deixou um ensino meio que 'embutido' nos seus escritos, que, se não fossem os eventos históricos que se seguiram desde a Antiguidade até o nosso tempo, teriam sido verificados mais facilmente. Segundo o Olavo, Aristóteles divide o discurso humano em Quatro Discursos - a Poética, a Retórica, a Dialética e a Lógica (ou Analítica). Essa divisão aristotélica do discurso teria sido percebida se não fosse a má organização do Órganon, a perda da Poética e a negligência dos filósofos à Retórica. Mas, graças a Deus, o Olavo "captou a mensagem" nas entrelinhas e nos trouxe essa percepção.
Esses quatro discursos estão colocados nessa ordem por representarem uma 'progressão da certeza'.
Poética -> Possibilidade
Retórica -> Verossimilhança
Dialética -> Probabilidade razoável
Analítica -> Certeza Apodíctica
A Poética traz uma "potência" (aquilo que pode acontecer; algo da imaginação, cuja verdade pode ser ponderada, mas não necessariamente assumida); A Retórica já exige um julgamento do ouvinte, apontando numa certa direção, dizendo "deve ser assim ou assado"; A Dialética cruza as diversas crenças assumidas pela Retórica para ver se são consistentes entre si, a fim de tornar a opinião coesa; A Analítica parte das crenças assumidas da Dialética e as desdobra, analisando suas decorrências lógicas obrigatórias, 'aquilo que não pode não ser, assumidas as premissas'.
[Há uma parte que eu não compreendo bem, provavelmente por não ter lido Aristóteles, que é sobre a percepção também ser divida em quatro etapas: Sentidos, Memória, Imagens e Abstração - mas não ficou claro pra mim se é exatamente essa a divisão da percepção.]
--II. Um Modelo Aristotélico da História Cultural
A partir de sua nova teoria, o Olavo desenvolve um 'princípio', que ele chama de "Princípio da Sucessão dos Discursos Dominantes", que ele enuncia resumidamente como: "cada um dos quatro discursos desfruta de autoridade durante um certo período da história, e a ordem da sucessão dos discursos dominantes acompanha a escala da credibilidade crescente, do poético para o analítico." O que ele chama de "autoridade" é a 'credibilidade imediata que o público concede ao discurso da classe dominante'.
Segue daí uma descrição história do mundo ocidental com base no modelo aristotélico. Pra mim parece relativamente convincente, com a diferença que, na minha visão, eu tenderia a supor que os discursos vêm e vão, e não necessariamente progridem do poético ao analítico (se não, fica a pergunta: o que é que vêm depois do analítico?).
--III. A Presença da Teoria Aristotélica do Discurso na História Ocidental
(ainda estou lendo...)
Paztejamos
O Olavo explica que Aristóteles deixou um ensino meio que 'embutido' nos seus escritos, que, se não fossem os eventos históricos que se seguiram desde a Antiguidade até o nosso tempo, teriam sido verificados mais facilmente. Segundo o Olavo, Aristóteles divide o discurso humano em Quatro Discursos - a Poética, a Retórica, a Dialética e a Lógica (ou Analítica). Essa divisão aristotélica do discurso teria sido percebida se não fosse a má organização do Órganon, a perda da Poética e a negligência dos filósofos à Retórica. Mas, graças a Deus, o Olavo "captou a mensagem" nas entrelinhas e nos trouxe essa percepção.
Esses quatro discursos estão colocados nessa ordem por representarem uma 'progressão da certeza'.
Poética -> Possibilidade
Retórica -> Verossimilhança
Dialética -> Probabilidade razoável
Analítica -> Certeza Apodíctica
A Poética traz uma "potência" (aquilo que pode acontecer; algo da imaginação, cuja verdade pode ser ponderada, mas não necessariamente assumida); A Retórica já exige um julgamento do ouvinte, apontando numa certa direção, dizendo "deve ser assim ou assado"; A Dialética cruza as diversas crenças assumidas pela Retórica para ver se são consistentes entre si, a fim de tornar a opinião coesa; A Analítica parte das crenças assumidas da Dialética e as desdobra, analisando suas decorrências lógicas obrigatórias, 'aquilo que não pode não ser, assumidas as premissas'.
[Há uma parte que eu não compreendo bem, provavelmente por não ter lido Aristóteles, que é sobre a percepção também ser divida em quatro etapas: Sentidos, Memória, Imagens e Abstração - mas não ficou claro pra mim se é exatamente essa a divisão da percepção.]
--II. Um Modelo Aristotélico da História Cultural
A partir de sua nova teoria, o Olavo desenvolve um 'princípio', que ele chama de "Princípio da Sucessão dos Discursos Dominantes", que ele enuncia resumidamente como: "cada um dos quatro discursos desfruta de autoridade durante um certo período da história, e a ordem da sucessão dos discursos dominantes acompanha a escala da credibilidade crescente, do poético para o analítico." O que ele chama de "autoridade" é a 'credibilidade imediata que o público concede ao discurso da classe dominante'.
Segue daí uma descrição história do mundo ocidental com base no modelo aristotélico. Pra mim parece relativamente convincente, com a diferença que, na minha visão, eu tenderia a supor que os discursos vêm e vão, e não necessariamente progridem do poético ao analítico (se não, fica a pergunta: o que é que vêm depois do analítico?).
--III. A Presença da Teoria Aristotélica do Discurso na História Ocidental
(ainda estou lendo...)
Paztejamos
Aquilo que não nos ensinaram sobre o Japão
Achei um texto sobre o Japão que eu já tinha corrido o olho por cima mas que eu queria ler melhor. Fica aqui pra quando me der tempo e interesse.
https://www.issoebizarro.com/blog/descobrindo-nosso-passado/bomba-atomica-de-hiroshima-o-que-nao-contaram-para-voce/
Paztejamos
https://www.issoebizarro.com/blog/descobrindo-nosso-passado/bomba-atomica-de-hiroshima-o-que-nao-contaram-para-voce/
Paztejamos
quarta-feira, 1 de março de 2017
Arquitetura Moderna e Pós-Moderna
Eu comentei outro dia no facebook sobre a estética de uma igreja católica (e de como a coisa é bonita e bem elaborada, e como a nossa estética atual virou uma aberração tosca e maldita que emburrece as pessoas), e um amigo me mandou esse texto, que é de um tal de McMansion Hell, que eu já tinha ouvido falar, que é um site que fica zoando a estrutura maluca de umas casas gringas por aí.
http://www.mcmansionhell.com/wth
Fiquei de ler e dar uma opinião... mas não vou ler agora porque já tenho bastante coisa de interesse no momento. Deixo aqui pra ler quando bater uma preguiça mental e eu resolver procrastinar...
Paztejamos
http://www.mcmansionhell.com/wth
Fiquei de ler e dar uma opinião... mas não vou ler agora porque já tenho bastante coisa de interesse no momento. Deixo aqui pra ler quando bater uma preguiça mental e eu resolver procrastinar...
Paztejamos
Kantai Collection
Acabei vendo um anime esses últimos dias, e não queria 'perder ele de vista'. Em especial, fiquei esperando que saísse logo uma segunda temporada, mas, como ela não veio, queria depositar em algum lugar 'remoto' o assunto, na esperança de, quando lembrar de procurar de novo no futuro, encontrar facilmente. Como esse blog é um repositório justamente pra isso, veio a calhar postar aqui.
http://www.crunchyroll.com/kancolle/videos
Eu não sei nada sobre animes, mas achei esse site, Crunchy Roll, muito bom. As propagandas incomodam um pouco, admito, mas é legal saber que tem conteúdo grátis por aí não só no youtube, e que eu consigo encontrar séries inteiras de graça, sem precisar pagar por outro genérico de Netflix.
Enfim...
Paztejamos
http://www.crunchyroll.com/kancolle/videos
Eu não sei nada sobre animes, mas achei esse site, Crunchy Roll, muito bom. As propagandas incomodam um pouco, admito, mas é legal saber que tem conteúdo grátis por aí não só no youtube, e que eu consigo encontrar séries inteiras de graça, sem precisar pagar por outro genérico de Netflix.
Enfim...
Paztejamos
Sobre o Islã e a Rússia
Um amigo, o Leandro, que tem certos interesses sobre o Islã, me mandou um texto que eu preciso ler, e que está ocupando espaço no meu navegador, motivo pela qual eu resolvi trazê-lo pra cá, na esperança de dar uma olhada depois :P
https://jamestown.org/program/marlene-laruelle-how-islam-will-change-russia/
Acho que esse vai ser um procedimento mais ou menos corrente, que vai me ajudar a evitar o atrolho de abas e mais abas no Chrome - coisa que me toma muita RAM no fim das contas.
Paztejamos
https://jamestown.org/program/marlene-laruelle-how-islam-will-change-russia/
Acho que esse vai ser um procedimento mais ou menos corrente, que vai me ajudar a evitar o atrolho de abas e mais abas no Chrome - coisa que me toma muita RAM no fim das contas.
Paztejamos
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